Avós e tios de Noel Rosa,
o Poeta da Vila, moraram aqui

 

Tebas é citada no livro "Noel Rosa - Uma Biografia", de João Máximo e Carlos Didier.

O pai de Noel Rosa, Manuel Garcia de Medeiros Rosa, é filho de Leopoldina, viveu na cidade até os 18 anos e posteriormente passou a viver no Rio de Janeiro. Apaixonado por Marta, filha do casal Eduardo e Rita Corrêa de Azevedo, residentes no Brejo, hoje Tebas, acabou se casando com ela.

Dos três filhos de Eduardo e Rita, somente Marta nasceu no Rio Comprido, bairro do Rio de Janeiro. Carmem e Eduardinho nasceram no Brejo.

 

(página 13)

"...
Rita, filha de José e Emília Augusta de Freitas Pacheco, nasceu em Leopoldina mesmo, a 5 de maio de 1859. Perdeu os pais cedo e foi criada pela irmã mais velha, Maria Augusta, professora em cuja casa funcionava pequena escola de alfabetização de crianças. Foi nesta casa que um dia Eduardo bateu para pedir a Maria Augusta permissão de lhe cortejar a irmã. Mudara-se do Rio para Brejo (3), cidadezinha do município de Leopoldina, só para ficar mais perto de Rita. Estava apaixonado. Para o casamento só faltava a aprovação da mãe, Maria Adelina, ainda morando no Rio. Eduardo escreveu-lhe. Resposta: "Criar um filho com tanto esmero para o ver casado com uma mineira? Nunca!" Para ela - que guardava do marido a afetação aristocrática - um médico deveria casar-se com uma dama. E sua idéia de mulher mineira era literalmente uma caricatura: uma rapariga esquálida, desdentada, pés descalços, analfabeta, cachimbo de espiga pendurado no canto da boca.
Eduardo achou perda de tempo tentar desfazer tal idéia. Em 1885, casou-se com Rita mesmo sem as bênçãos da mãe. Foram morar na casa dele em Brejo. Os dois, mais uma irmã de criação de Rita, Bellarmina, e o filho desta, Manuel. Dos quais muito mais se falará adiante.
A primeira filha de Rita e Eduardo, Carmem, nasceu na casa de Brejo em 1886. De um parto tão complicado - a bacia estreita da mulher dando muito trabalho ao médico e marido - que quando chegou a vez de terem a segunda filha ele achou mais prudente levar Rita ao Rio para que a menina viesse ao mundo na casa da avó Maria Adelina e pelas mãos de outro médico. Começou aí a reaproximação entre mãe e filho."

 

(3) Atual Tebas